manifestou Luís da Câmara Cascudo:
“Fernando Burlamaqui, meu Poeta! Tem razão. Estes são os eternos caminhos para quem sabe encontrar e seguir, com obstinado enlevamento. Jubilosa emoção pelos Sonetos autênticos; arcabouço ósseo, carnadura muscular, vibração do sistema nervoso, funcionais e harmoniosos. As paisagens, íntimas e exterior, vivem as alegrias da legitimidade policroma sentimental. Encanto na coincidência da impressão memorial. Vejo o Recife de 1908, com os olhos de 10 anos, na fidelidade sensorial dos 80, alcançados em dezembro. Rios, pontes, casario, a senhorial Olinda. Ouço as vozes na profundeza da minha surdez afastadora do cotidiano. Lindos versos, Fernando! Claros, fiéis, sedutores na comunicação luminosa e sonora. Sonetos reais, cumprindo a missão evocadora e divina. Que distância dos enigmas contemporâneos, convulsos e sibilinos... Poeta feliz, na fidelidade da Inspiração, no milagre da participação humana e divina. Gratas saudações por haver lembrado deste seu admirador oitentão que o saúda com a sensação de vê-lo na moldura do panorama ressuscitado e eterno. Muito cordialmente, - LUÍS DA CÂMARA CASCUDO
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